Com o passar dos anos, começou a sentir um certo incomodo: ela crescera, mas as algemas eram as mesmas de outrora.
Na juventude conheceu pessoas livres, mas não tardou para que a ensinassem que aqueles eram transgressores, que certo mesmo era viver por toda vida presa e morrer sem nunca indagar o porque do aprisionamento.
Brigou, quis cortar as mãos, se rebelou. E só o que que conseguiu foram olhares de reprovação.
Hoje, acostumada com as limitações que lhe foram impostas, aderiu ao sistema.
Mas quando a noite cai, chora sozinha. Será que existira mesmo essa tal felicidade?
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