Tinha medo daqueles olhos que não diziam nada, embora aparentassem ter muito a dizer. Queria ler-lhe, saber o que se passa por trás da mascara. Ser dona de sua libido e de tudo que lhe é carnal, para poder traduzir em palavras o que não pode ser dito. Saber de seus temores, de suas incertezas. Curar-lhe as feridas, uma a uma, mostrar-lhe o caminho. Substituir-lhe os complexos por segurança.
Só para lhe ver sorrir, ao menos uma vez. Para lhe ver gozar da vida.
Não lhe queria em meus braços por pura luxuria, tampouco de modo romântico. É que gosto de não saber ao certo se quer-me na cama ou no leito de morte.
Meu superego diz fuja, meu ID diz tente.
Lhe quero assim, vilão-mocinho.
Na cama, na mesa, no sofá. E depois, longe de minha vista, nos braços de alguém que lhe tenha amor.
Lindo *-*
ResponderExcluirMuito obrigada Jeniffer (:
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