Tinha medo daqueles olhos que não diziam nada, embora aparentassem ter muito a dizer. Queria ler-lhe, saber o que se passa por trás da mascara. Ser dona de sua libido e de tudo que lhe é carnal, para poder traduzir em palavras o que não pode ser dito. Saber de seus temores, de suas incertezas. Curar-lhe as feridas, uma a uma, mostrar-lhe o caminho. Substituir-lhe os complexos por segurança.
Só para lhe ver sorrir, ao menos uma vez. Para lhe ver gozar da vida.
Não lhe queria em meus braços por pura luxuria, tampouco de modo romântico. É que gosto de não saber ao certo se quer-me na cama ou no leito de morte.
Meu superego diz fuja, meu ID diz tente.
Lhe quero assim, vilão-mocinho.
Na cama, na mesa, no sofá. E depois, longe de minha vista, nos braços de alguém que lhe tenha amor.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
sábado, 22 de janeiro de 2011
Auto-definição
Sou as minhas escolhas, um pouco das pessoas que conheci, dos livros que li, das minhas crenças, do que admiro, dos meus sonhos e das minhas ideologias. Gosto da liberdade que a natureza nos proporciona, do verde, do arco-íris – e não menos da praticidade que o progresso criou. Sou as energias que circulam ao meu redor, as fases da lua, os dias do calendário. Montanhas e prédios, verde e cinza, o céu azul e as tempestades. Sou uma criança brincando de descobrir o mundo ao meu redor, um poeta á procura de si mesmo, um ser humano cheio de altos e baixos, alguém que sabe aprender com os próprios erros. Não deixo de subir com medo de cair, porque aprendi que às vezes é importante aprender a cair. Mais uma garota no mundo, tentando talvez, fazer a diferença.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Passos de uma garota.
Pensou certo dia que deveria se ama mais, cuidar mais de si.Ao ver que os fatores da vida que trazem felicidade são efemeros, passou a procurar-la dentro de si. Achou.
Entendeu que o que mais lhe incomodava no mundo não passava do reflexo de falhas dentro de seu proprio sistema. Se reedificou.
Percebeu que se aprendesse com suas quedas, cair seria sinonimo de evolução.
Logo, passou a acreditar que felicidade poderia ser mais do que um estado.
Claro, ela sabe que sua jornada está apenas no começo e que haverão muitos altos e baixos pela frente. Mas caminha em direção ao desconhecido sorrindo, não com os lábios mas com os olhos.
A decepcionada
Hoje ela não conta seus segredos, não fecha os olhos totalmente. Conheceu os dragões da humanidade,não pisa mais em falso. Guardou os contos de fadas em um baú, separa ficção de realidade.
A doçura de outrora deu lugar a um tipo de amargura. Se esconde.
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