terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Surrealismo.

O tempo engatinha e eu nem pedi, meu mundo está tão diferente e eu nem vi (admito que isto eu pedi), o que me fazia chorar hoje me faz rir, em uma semana vivi um ano.
Agora eu quero ver o garoto rir enquanto me lamento, quero ouvir musica mais alto do que ouço meus pensamentos, quero me embriagar até que aquele meu eu venha á tona, quero ir embora e nunca mais voltar, quero me perder e talvez até me achar.
Perdi o medo de me entregar a vida, ganhei outras inseguranças.
Sonhei o real enquanto vivia o sonho, e não fez sentido nenhum. Senti ciumes, paguei a língua. Para os outros parece sempre mais fácil. E eu gosto, muito.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Novas perspectivas.

E quando a dor emocional supera a física? E quando os problemas de outrora parecem pequenos e o que me deixava feliz, hoje deprecia minha imagem?
Chego a me perguntar se minto o que sinto ou se sinto o que minto, e talvez a resposta seja que um circulo não tem fim.
É hora de refletir, rever posturas, derrubar mascaras (mesmo que elas estejam bem coladas).
Corrigir erros é imensamente mais difícil do que comete-los, é uma caminhada solitária, longa e cheia de obstáculos, onde minha única arma é a determinação.
Respiro fundo mil e uma vezes, leio livros, vejo filmes, ouço musicas. Procurei me lembrar o que me fazia acordar todos os dias sorrindo, mas os motivos já não fazem mais sentido. Um dia quem sabe as coisas voltem a fazer sentido e meu sorriso volte a ser de corpo e alma.
Mas tudo é valido, como diz minha amiga: ''amadurecer sem sofrer é como lapidar um diamante sem corta-lo''

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Disse e repito,

viver é uma arte.
A rotina que me cansa é a mesma que me acomoda, o final de semana que me mata é o mesmo que me descansa, o que me machuca me amadurece. As vezes os amigos que me jogam no poço são os mesmos que me tiram de lá e os erros que mais criticamos acabamos cometendo.
Depois das piores tempestades vem os dias mais bonitos, que por mais bonitos que sejam não concertam os estragos da tempestade.
As pessoas não são como nos romances, nem os amores, nem mesmo as flores.
E quantas vezes dá vontade de largar tudo e correr em direção ao nada. Vezes que nada faz sentido. Vezes do quarto, da rua, da bebida, da loucura.
Preconceito, inveja, falsidade - sempre presentes nos melhores e piores momentos.
E no meio de tudo, nós. A procura de aceitação, compreensão, atenção.
Dizem que tudo acaba bem, gosto de acreditar que não acaba.