sexta-feira, 30 de abril de 2010

''Amigos'' e a dona formiga

Ei, as cortinas fecharam, os aplausos cessaram e vocês esqueceram de tirar as mascaras.
Chega! Cansei de toda essa falsidade, hipocrisia. Já passou da hora de crescer.
Não sei mais com quem contar quando o teto cair. Melhor cair o teto do que perder o chão, me disseram.E cadê meu chão? Será que tenho que viajar 500 km para encontrar alguém que não me use? Ou pior, será que mesmo viajando 500 km nunca encontrarei alguém que não me use? E só agora eu percebi, que estava tentando montar o topo antes que a base estivesse pronta: é, desmoronou.
E se eu quiser começar de novo, quem vai me dar a mão e dizer ''estou contigo''? Talvez ninguém.
Mas uma vez indago: onde estão os livros que ensinam a viver?
Cai bruscamente do romantismo ao realismo. É como se eu vivesse em um suspense, com ares de comédia romântica e gostinho de drama. Posso imaginar a cara dos telespectadores ao verem as ultimas cenas produzidas.
E olhando o formigueiro imploro: dona formiga, vamos trocar? Por um só dia.. Um só!

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Para ... é, para alguém.

Não é certo. É, eu sei, claro que sei.
Mas tem certas coisas que, ah, inevitáveis, sabe? Meu superego não é forte o bastante para me segurar, não nesse tipo de situação.
E quanto mais convicta fico de que é perigoso, mas arde o desejo.
O sentido de tudo? Joguei pela janela e quebrou.
Prometo me segurar mais, ser menos impulsiva e parar de respirar. Er.. não. Prometo, tentar, ou pelo menos tentar tentar. Er.. não. É, não prometo nada, esquece, talvez dar pó royal para o meu superego ajude.
Psiu, vamos no banheiro?

domingo, 28 de março de 2010

Procura-se o caminho

Triste é perceber que algumas perguntas não têm resposta, nem mesmo nos livros antigos da vovó.
E são exatamente essas duvidas cotidianas que andam me enlouquecendo. Procuro o chão, nada. Não sei mais pra onde correr, não acho o buraco para me esconder.
Tantas vezes me pego pensando o quanto seria mais fácil ser simplesmente fútil... Mas com a natureza não se discute.
Cheguei a tal ponto que é insuportável ficar nesse lugar, e improvável viver em outro.
Quero me adequar a certos meios que em outrora só a citação me daria arrepios.
Procuro incessávelmente em mim aquela garota revoltada que me trouxe até aqui, quem sabe ela foi embora e me deixou aqui sozinha com as incertezas.. (maldade)
Quem dera voltar uns anos e fazer escolhas diferentes. Mas provavelmente hoje eu estaria me perguntando se não seria melhoro outro caminho.. Por isso viver dói: a grama do vizinho é sempre mais verde.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Surrealismo.

O tempo engatinha e eu nem pedi, meu mundo está tão diferente e eu nem vi (admito que isto eu pedi), o que me fazia chorar hoje me faz rir, em uma semana vivi um ano.
Agora eu quero ver o garoto rir enquanto me lamento, quero ouvir musica mais alto do que ouço meus pensamentos, quero me embriagar até que aquele meu eu venha á tona, quero ir embora e nunca mais voltar, quero me perder e talvez até me achar.
Perdi o medo de me entregar a vida, ganhei outras inseguranças.
Sonhei o real enquanto vivia o sonho, e não fez sentido nenhum. Senti ciumes, paguei a língua. Para os outros parece sempre mais fácil. E eu gosto, muito.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Novas perspectivas.

E quando a dor emocional supera a física? E quando os problemas de outrora parecem pequenos e o que me deixava feliz, hoje deprecia minha imagem?
Chego a me perguntar se minto o que sinto ou se sinto o que minto, e talvez a resposta seja que um circulo não tem fim.
É hora de refletir, rever posturas, derrubar mascaras (mesmo que elas estejam bem coladas).
Corrigir erros é imensamente mais difícil do que comete-los, é uma caminhada solitária, longa e cheia de obstáculos, onde minha única arma é a determinação.
Respiro fundo mil e uma vezes, leio livros, vejo filmes, ouço musicas. Procurei me lembrar o que me fazia acordar todos os dias sorrindo, mas os motivos já não fazem mais sentido. Um dia quem sabe as coisas voltem a fazer sentido e meu sorriso volte a ser de corpo e alma.
Mas tudo é valido, como diz minha amiga: ''amadurecer sem sofrer é como lapidar um diamante sem corta-lo''

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Disse e repito,

viver é uma arte.
A rotina que me cansa é a mesma que me acomoda, o final de semana que me mata é o mesmo que me descansa, o que me machuca me amadurece. As vezes os amigos que me jogam no poço são os mesmos que me tiram de lá e os erros que mais criticamos acabamos cometendo.
Depois das piores tempestades vem os dias mais bonitos, que por mais bonitos que sejam não concertam os estragos da tempestade.
As pessoas não são como nos romances, nem os amores, nem mesmo as flores.
E quantas vezes dá vontade de largar tudo e correr em direção ao nada. Vezes que nada faz sentido. Vezes do quarto, da rua, da bebida, da loucura.
Preconceito, inveja, falsidade - sempre presentes nos melhores e piores momentos.
E no meio de tudo, nós. A procura de aceitação, compreensão, atenção.
Dizem que tudo acaba bem, gosto de acreditar que não acaba.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Escrevi e apaguei diversas vezes.

Acho que os sentimentos mais bonitos não gostam de ser escritos. Ou talvez eu não tenha capacidade de faze-lo.