segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Acho que não sou daqui.


Esse mundo não é para mim. Não tenho vocação para ser humano.
Quando a gente mais precisa, percebe que o que aprendemos na escola não pode nos ajudar.
Nem com mil equações quem eu quero não vai ficar comigo, não adianta sabe a tabela periódica de cor e salteado que as pessoas não vão ser mais sinceras comigo e não existe em toda física um formula mágica para sermos mais felizes.
Deveríamos vir com manual de instruções, daqueles bem completos, informaria desde como agir no primeiro encontro até como criar seus filhos.
Me sinto presa nesse corpo, obrigada a seguir regras criadas por uma sociedade ridiculamente preconceituosa que por algum motivo ainda não percebeu o quanto é frágil e curta essa tal vida e que ficar e criticando e sempre rotulando só a torna menos divertida.
Vejo minha vida como férias de algo maior, e um dia espero conciliar minha alegria por estar de férias nesse planetinha azul e meu desgosto com essa sociedade hipócrita - e espero que não seja tarde.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Voltas da vida.

Hipócrita, é isso que sou – ou pelo menos o que penso ser. Sempre banalizei o amor, criticava os namorados, ria das cartas de amor e desacreditava do exacerbado romantismo alheio; hoje me encontro - ridiculamente – amando, não apenas alguém especial, mas tudo ao meu redor.
Odiava o ciúme de todas as espécies, e agora me vejo reclamando até mesmo quando gostam daquele filme que era ‘’só meu’’.
Não gosto de pagode e acredito que bandas como Jeito Moleque tem um carisma exemplar. Sou contra o preconceito, mas não gosto de mendigos. Detesto modinhas adolescentes, mas sou a primeira a baixar a nova musica daquela bandinha americana que está em alta.
Conclui que sou um poço de hipocrisia, ainda mais quando me lembro que ainda ontem reclamava do mundo hipócrita em que vivemos.
Mas acho que todos – ou grande parte de nós – somos assim, com tantas e tantas idéias opostas. Ou possamos simplesmente mudar de idéia (talvez não tão repentinamente como eu) já que é assim que nosso mundo se renova - o que seria das mulheres se alguém não tivesse repensado nos direitos femininos?
Não vou julgar – até porque não acredito em alto-julgamento – vou simplesmente aceitar. Hipocrisia ou não, gosto de pensar que sou feliz assim: humana.